quarta-feira, 29 de abril de 2009

Crônicas Carpe Diemnianas volume dois: Magnolia

Não se viam há muito tempo.
Tanto tempo que, quando seus corpos se tocaram pela primeira vez na noite de começo de outono, estranharam o sentimento de confiança que tranquilamente os invadiu. Ele se encontrava nela. Ela se encontrava nele. A perfeita reunião do andrógeno.
Na realidade, não se viam há tanto tempo que o sexo foi realmente especial. Não que antes não fosse, mas desta vez foi outra coisa.
Um beijo e se separam. Voltam por um curto período de tempo a serem dois.



Ela chora.
Ele abraça, acaricia, beija a face.



- Desculpa - ela diz.
- Não precisa se desculpar... está tudo bem.
- É só que...
- Eu sei. Vai ficar tudo bem.
- É, vai ficar tudo bem. Confio em você.

- Por que tem que ser assim?
- Não tem que ser assim... - ele responde, acariciando-a levemente - e não vai ser assim. - E a coloca tranquilamente para dormir.
Beijou-a de leve e saiu, com cuidado, para não acordá-la.
Fumou devagar, fumou toda aquela conversa, sempre dando voltas naquela pergunta que tinha respondido com tanta segurança e sinceridade.

Voltou. Ela estava sentada no meio da cama.
Chorava.
Se abraçaram.

- Está tudo bem... tudo bem...
- Eu não quero ter que te deixar...
- Você não precisa... Vou estar sempre com você. Sempre.
Voltaram a deitar, ainda abraçados.



- Eu te amo.
- Eu te amo.

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