segunda-feira, 4 de maio de 2009

"Eu, ser incandescente de hidrogênio puro"

Eu, ser incandescente de hidrogênio puro,
Filho rarefeito da mais densa nebulosa,
Nas rotas elípticas de força grandiosa
Sou o poder e a razão das forças do futuro.

Sou parte deste logos cósmico gigante,
Sou parte de um todo que aspira a unidade,
Tempestade e ímpeto, potência e vontade,
Sou pneuma de todo um organismo inda infante.

Eu, que sofro do mais puro sofrimento
Procuro na abstração cósmica um alento
Para minha alma, embuçada em aflição.

Eu, que delirante pela noite o céu contemplo
E que em lugares ermos procuro isolamento
Hei de encontrar nas etéreas planícies solidão.
[Hei de encontrar no universo a última solidão]

3 comentários:

  1. Fiquei indeciso sobre qual verso usar no final do soneto, então postei os dois aqui, estou aberto a sugestões :D

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  2. acho que é uma escolha subjetiva, apesar disso sugeriria o primeiro.

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  3. Interessante o formato mais "clássico" com o uso de termos "científicos", lembra bem Augusto do Anjos.

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