segunda-feira, 25 de maio de 2009

Motion

The infinite blur of the sea I beheld
And there on azure dreams I got lost
And refracted my soul neglected.
The secret vastness that ocean held
In non-epicurean buildings of frost
The blue blur of the sky reflected.

Those shells I held pierced my hand,
Red rushing blood carried by waves,
Red stains on paintings – The Scream.
Oh water and salt, oh stones and sand,
Life’s nothing more than a dream!

The night passed by and soon was dawn
And along with the sun no sound came
Nor winds nor waves, no noise there was.
My eyes were still, I breathed in yawns.

My eyes were closing, I bred no longer.


Explodes the night, the elements fight,
In furious rotations all planets collide,
Black holes devour, expands every hour,
Nothing is greater than Power!

6 comentários:

  1. Essa é possívelmente a coisa mais maluca e espontânea que já escrevi. Não a compreendo inteiramente (só sei que é dadaísticamente sem ritmo).

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  2. "In non-epicurean buildings of frost"
    é uma imagem bem peculiar

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  3. vejo ecos de Allan Poe, principalmente na construção de imagens fantásticas



    é uma influência?

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  4. Sim, Poe é uma influência, mas a principal com certeza é Lovecraft, e também a arte de Munch, já que eu até cito o The Scream aí.

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  5. A obra de Lovecraft não me é tão familiar, apesar de eu ter um pouco de consciência de sua reputação.
    Não tinha me ocorrido Munch, interessante, O Grito condiz bem com o poema.

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  6. Lovecraft é um autor que recomendo e não recomendo ao mesmo tempo. É uma leitura caótica e grandiosa, mas arranca qualquer tipo de amor à vida que você possa conservar.

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