quarta-feira, 15 de julho de 2009

"Nos ditirambos musicais de minha folia"

Nos ditirambos musicais de minha folia

Lia obscuros aforismos na demência

De quem tomba nos pilares da filologia

Que erguem e fundamentam a eloqüência.


Numerava as palavras de um verso

E pranteava a decadência intelectual

Que volteia nas cismas do universo

E embebeda toda a história da moral.


Em minha mente a voz de Nietzsche canta,

E repetia a mim mesmo, como um mantra,

Tal elevação que só Heidegger alcançou:


Nos movimentos circulares de todo ente

Quero vir a ser, eternamente,

O devir aristocrático que hoje sou.


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