domingo, 2 de agosto de 2009

A Fulminação Figural

Em
fúria,
pernas
milípedes
erguem-se abruptas
às caudas febris e copiosas
que sustentam as veste de uma dama.

É o assombro, - - - - - - - - - - - - - - - - - – feminil e delicioso,
a se iniciar - - - - - - - - - - - - - - - - - - de uma maneira grotesca.
A dama mira enfastiada e incerta, repleta de desconfiança, sem demonstrar
[qualquer excitação.

Ganchos,
enquanto
estes
se
alçam
contidos
nas
unhas
das
miriápodes,
identificam-se qualidades
- - - - - - - que se derrubam.

Dama icônica
a portar
cor herética,
a trotar
sem estética,
a falar
voz lacônica.

Ela carrega no busto a vez da Folia.
As vagas do vestido roxo que amacia
são chagas do sentido denso de Poesia,
um rodopiar coxo de melancolia.

Fragrâncias de redundâncias em abundância,
constâncias e ânsias de extravagância.
Falta-lhas!
Manca!

Trôpego
e
sôfrego
ritmado
em veleidade
sem austeridade,
A Grande Leviandade.
Dama, Subtil Frivolidade.

A atrocidade jocosa
de motejo do ensejo,
a atrocidade chistosa,
lança-lhe à artilharia.

Dama à vanguarda,
que não se impõe
à concretude de atos,
torna a se esquivar
e a se expandir.

O corcel do crescimento, simples esquecimento, inibe toda a vastidão
[desta Senhora caduca
que se tem esmagada dentro de vielas do intelecto, onde é gerada
[e aonde pertence.

A progressão unânime
esgota a dama pusilânime.

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