quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Nas estepes é sempre tempo de guerra,
não declarada, incessante, aberta,
escandalosa.

O vento bate, grudando areia no sangue fresco,
ainda não coagulado,
atraindo moscas para um banquete putrefato,
um festim de corpos de velhos,
mulheres e crianças,

impiedosamente massacrados,
cortados pelos caninos da máquina do tempo,
esmagados pelos molares duros e cruéis da vermelha máquina de guerra
constituída por homens e espadas, cascos e cavalos.

Os corpos apodrecem rapidamente sob o sol,
enquanto a areia os cobre, implacável.
É bom as moscas se apressarem.

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