sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

A never delivered message

"I can't express my feelings any more
Than I can raise my voice or want to lift
My hand (oh, I can lift it when I have to).
Did ever you feel so? I hope you never.
It's got so I don't even know for sure
Whether I am glad, sorry, or anything.
There's nothing but a voice-like left inside
That seems to tell me how I ought to feel,
And would feel if I wasn't all gone wrong
."

Robert Frost


Last time we spoke, I couldn’t say a word.
Feels like you thorn my speech apart
With your looks, when you told me that
Everything was so fucking complicated.
You remind me too much
Of all the things I cannot do
And books I’ve never read
And of all the stuff I don’t know about.
There you stood, biting the skin off your lip,
You are the image of my failure.
All right, it’s fucking complicated
Especially if you keep thinking about it.
But take away all the streetlights in the world
And you’ll see stars shining on the asphalt.
Instead, you kept on talking,
Friendship is gold, you said,
Friendship is all.
Our friendship’s like a cat playing with a ball
He flirts with the idea of grabbing it
But suddenly quits, and goes to bed overtired.
We flirted and we played
And, as far as your lips could say,
You took pleasure in it.
We both take pleasure in longing
You as a girl and me as a poet,
But I, being a poet, know
That one may only take pleasure in snow
If one does not long for the sun.
I’m sorry if I did not speak too much,
If I ran out of words to say.
Instead, I’ve put my poetry into test
To throw this images at you
And may your heart do the rest.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Oh, if I ever voyage back
To the place where I first met her
We should bury our dreams together
Near the shores of Trondheimsfjorden.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

'tudo o que gira parece a felicidade'

"Sofrimento: s.m Dor física ou moral; padecimento, amargura. / Desgraça, desastre."
-Dicionário Aurélio Online

É muito fácil dizer por aí que 'o ser humano gosta de sofrer'. É meio idiota imaginar que alguém venha a gostar de se fazer passar por situações ruins, que lhe causam dor de uma maneira ou outra. Claro que sempre existe o sado-masoquismo, mas não é disso que eu estou falando... Eu estou falando de dor emocional, de querer se afogar em álcool 'pra ver se a dor passa'.
Falando em álcool, existe essa relação estranha do ser humano com álcool: ama ou odeia. Pra quem odeia, não tem jeito. Pra quem ama, há perfis básicos: aquele que bebe socialmente - que é considerado normal, aquele que bebe pra comemorar - muito associado ao primeiro, aquele que bebe porque bebe e isso acontece sempre - esse é muito mal-visto pela sociedade, de modo que é popularmente conhecido como 'alcoólatra' e há aquele que bebe para melhorar - também conhecido como 'afogar as mágoas'. Claro que estou sendo simplista, mas o meu objetivo não é analisar os tipos de consumidores de álcool e por que diabos eles bebem...
Seja como for, acontece que quem está passando por um momento de sofrimento intenso (ou que simplesmente sofre e ponto) tende a fazer um uso sério do álcool. Entre as razões pro qual isso acontece a gente tem o motivo básico: sair com amigos e se divertir são ótimas dicas pra se livrar da amargura; e o álcool, bom... O álcool tá lá. Por outro lado, 'tudo o que gira parece a felicidade' e a gente precisa de algo confortável em que se apoiar (especialmente em momentos difíceis).
Quando a gente perde alguém muito próximo é impossível acreditar que a vida há de continuar, com ou sem a pessoa. Têm coisas que acabam mesmo se você não for embora. Mas a gente precisa passar pelo sofrimento: ele é parte do processo de perda. Só que isso não quer dizer que a gente sente prazer em sofrer (nem que a gente optou por sofrer): quem foi que disse que a gente tinha escolha? Claro que você poderia não ter se apaixonado por aquela pessoa e ter uma vida muito mais triste (muito mais sofrida?), mas a gente gosta de segurança. E as vezes a gente encontra segurança no simples olhar de alguém.
Nós precisamos do sofrimento, mas não porque nós queremos, e sim porque é só sabendo como algo machuca que nós descobrimos quão bons são os outros sentimentos. É só por se sentir bem ao lado de alguém que sentimos saudade depois.
Termina que a gente não gosta de sofrer... A gente só precisa sofrer pra continuar garantindo a nossa existência. Claro que a gente não tem escolha, mas a gente precisa saber sofrer pra poder se sentir bem algum dia.




(agradecimentos ao Arthur Nestrovski por emprestar o título do texto, ao Fábio Moon e Gasbriel Bá pelos quadrinhos. e dedico esse esboço rápido ao Bacana - que ensinou pra Lygia e todos nós o que é sofrer e sorrir - e pra mais um punhado de gente que vai notar que é pra eles)

domingo, 6 de junho de 2010

Brainstorm

It is imperative that a being, in order to identify itself
As such, must first of all acknowledge being not only
“What”, but also “when” and “where”. Still, to try it
Is such a Homeric endeavor that is almost ridiculous
To presume it’s even possible, and such improbability
Is the ultimate reason for man’s need for spirituality.
You see, sometimes I don’t even know what what
Means, or what what may refer to, or what argument
Could satisfyingly answer the questions involving what.
“Where” and “when” are maybe easier, but still too
Relative to precise in an absolute certainty, for space
And duration are ever-changing and ever-expanding
And maybe reaching out to infinity, which would imply
That the existence of when or where is not actually
Relevant to the problem of the being itself, but only
“What” could reveal the nature of it in its (un)temporality
And position (or the total lack of it). Still, only to admit this
Possibility is falling into the absurd, where every good
Argument is reduced into madness and idle mumbling,
Except if we could really know the essence of the being
By finding the answer to what, whatever it might be,
Then would we behold such a colossal sight, which I think
To be impossible to achieve. So what’s the effort all about?
Why make so much fuzz around something that appears
Unattainable? Well, we like to flirt with the idea
That we can do the undoable.

sábado, 15 de maio de 2010

Nietzscheano, demasiado Nietzscheano

Braço sempre fiel ao martelo, até que o martelo em si se transforme em um ídolo.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Crônica de fim de primavera

Desde o início, pra Jui, mo chara.

Ei, só tô te escrevendo pra dizer que estou feliz. Pra você não ficar preocupada como ficou aquele dia. É que a gente acha demais que ficar até tarde de noite no computador trablhando não faz mal, que no dia seguinte vai estar tudo bem. É que a gente pensa demais que pode viver como se não fosse com a gente, como se não tivesse nada a ver com isso. E continuaria pensando que viver assim também pode ser felicidade, se não existissem esses dias de fim de primavera. Esses em que a gente vive como se fosse assunto nosso. Esses em que a gente não vai à aula ou ao trabalho para fazer teatro, e vê mais cedo a luz do dia que aparece pela primeira vez em algumas semanas. Aí a gente entende que existe plenitude, e se sente o super homem do Nietzsche em alegria. Se permite correr na rua quanto e como quer, e entrar até nas lojas que não têm nada a ver, e de repente se vê no alto do arco do viaduto de Sta. Tereza, em plena luz do dia, e se acha dono do mundo.

Hoje eu iria a pé do Floresta até Nova Lima, e já fiz metade do caminho. É que me sinto vontade de Schopenhauer e todo mundo é igual a mim. Hoje realizo a vontade toda e ela se desfaz, e o mundo todo é radiante como eu.

Não tenho coragem de ouvir minhas músicas e ligo o rádio, quero cantar e só na minha língua. Até os cafés que tanto amo para escrever me parecem repugnantes com sua luz baixa e cheiro de gente que não descansa. Hoje quero receber luz e achar que crio vento quando corro e meus cabelos parecem rir.

Quero também alguém com quem eu possa compartilhar tudo isso, mas não tem...

Todos meus amigos estão longe: pro norte, pro sul, pra dentro. Dentro de si ou de preocupações... mas tudo bem. Hoje posso reinventar vocês todos e compartilhamos do mesmo desvario, entre nós não há mais espaço que num abraço.

Amo vocês, e lembrem-se sempre que amo vocês como só é possível em dias como esse. Mesmo nos outros dias, mesmo quando e se voltar a achar que se pode viver de outro jeito.

sejam felizes também, queridos.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Uma morte

Na segunda-feira à noite, morreu. A data já era inconveniente, e o foi mais ainda porque sua mulher estava viajando. Às pressas, o menos ocupado dos seus irmãos foi até a casa de André. Ligou para um irmão de sua esposa, no interior – sabia muito bem que a própria esposa não merecia ser incomodada - e já surpreende que este, mais dormindo que acordado, tenha compreendido o significado inicial da ligação e reagido a ele, esboçando na conversa alguma tristeza. A outra intenção, mais soturna que a original, e mais urgente que apenas comunicar a morte do irmão e cunhado, passou completamente despercebida.

Na cidade, a família é pequena e ocupada e nem tão apegada assim a André, então o corpo foi logo enviado ao interior na terça pela manhã, para que a família da esposa pudesse preparar os carinhosos velório e enterro que ele merecia e dos quais sua própria família não seria capaz.

Os interioranos, porém, não tinham sido avisados e também eles não poderiam arcar com a organização das despedidas. Teriam que abrir a porta de sua casa para toda a cidadezinha e para quem viesse da cidadezona, preparar comida para todos os visitantes e, principalmente, perder um ou dois dias de trabalho. Eram pessoas muito simples, destas que só vivem com dignidade no campo graças ao trabalho duro acrescido dos cuidados à horta e aos bichos da casa, para fechar definitivamente a porta à possibilidade de passarem fome. Além disso, teriam que hospedar os parentes da cidade, muitos e arrogantes, em suas próprias casas.

Ligaram de volta, então, para Rodrigo, aquele irmão do morto. Acordaram que os últimos deveres que tinham para com André seriam realizados na cidade, no dia seguinte, e que a família dele ajudaria a pagar a vinda dos interioranos que quisessem comparecer. Hotel, inclusive, porque hospedar na própria casa exige atenção e na cidade a gente trabalha muito e.

Quarta-feira, então, é manhã e os mais pontuais começam a chegar à capela do cemitério, quase 10h. Chegam também quase todos os parentes da esposa, mas o sujeito do velório ainda não está lá. Será o último a aparecer, teve que esperar pelo transporte especializado para trazê-lo de volta à cidade. Enquanto não chega, silêncio e mais desconforto que choro ou dor na capela, interioranos de um lado e urbanos de outro, alguns amigos não sabem se oferecem condolências primeiro a esta ou àquela família, se esperam pelo morto para fazê-lo, e ficam a meio caminho entre isso tudo e nada, desejando estar em qualquer outro lugar do mundo. As crianças só conseguem pensar que foi bom não ter ido à aula e ainda não entendem o que está acontecendo ali, correm e brincam entre si, as do interior mais rápidas que as da cidade, as da cidade mais espertas que as do interior.

Aos poucos os risos e a correria começam a dissolver o gelo que circunda cada um dos adultos presentes. Parecem finalmente perceber aonde estão e se interessar por aquelas pessoas que não veem há muito, começam a discutir amenidades entre si, riem um pouco e, enfim, percebem a falta que André vai fazer. Apesar de sempre ter sido um pouco ausente, tinha um bom coração e não hesitava em ajudar quem precisasse; como a vida é cruel, mata primeiro os bons. Pela primeira vez na vida, amam André e precisam dele. Choram, enfim.

Sua mulher, do outro lado da cidade, abria desavisada a porta de casa.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Habitat

-Desde quando foi precisa toda essa comoção?
-Desde sempre. Tudo esteve sempre aqui, comovente ou não. Esteve, está...
-Desde sempre sim, não, sim... Tudo bem, mas comoção não quer dizer sentimento.
-Passa pra frente, deixa lá onde está. Sem mais questionamentos, comoção vem de emoção, emoção pode ser sentimento sim.
-É, talvez...
-Você sempre foi confusa assim?
-Não. Só quando eu quero.
-É... Imaginei.
-É.
-Nada comovente essa sua atitude.
-Qual mesmo?
-É.
-Dá pra responder direito?
-Tá vendo?!
-Droga, queria entender. Te entender.
-Talvez você saiba como. É só querer não ser tão confusa sempre. Se queira, me queira entender.
-Eu tento. Mas nada tá tão perto e intenso assim. Às vezes minha 'querência' falha.
-A de todos nós. Usa o sentimento.
-Consigo. Mas talvez não queira. Não quero. Nunca quis. Ah, você sabe e quer me irritar.
-Sim. É pra ver se você se comove.
-É.
-...

sábado, 10 de abril de 2010

Sempre caro me foi este simples arco
e não estes prédios, que de tanto céu
e da última serra a visão bloqueiam.
Mas sentada enquadrando as paisagens
que escapam deles, e além-homens
silêncios, e profundíssima paz
eu tento inventar, mas logo
o coração meu se descompassa. E como o trem
ouço rugir sob este viaduto, eu aquele
impossível silêncio a esta fúria
vou comparando: e me foge o eterno,
e os quietos tempos, e o presente
fica, e o desespero dele. Assim entre
esta agitação se perde o pensar meu:
e o naufragar me seria doce sob estes trilhos.




"Sempre caro mi fu quest'ermo colle,
e questa siepe, che da tanta parte
dell'ultimo orizzonte il guardo esclude
Ma sedendo e mirando, interminati
spazi di là da quella, e sovrumani
silenzi, e profondissima quïete
io nel pensier mi fingo, ove per poco
il cor non si spaura. E come il vento
odo stormir tra queste piante, io quello
infinito silenzio a questa voce
vo comparando: e mi sovvien l'eterno,
e le morte stagioni, e la presente
e viva, e il suon di lei. Così tra questa
immensità s'annega il pensier mio:
e il naufragar m'è dolce in questo mare"

Giacomo Leopardi

segunda-feira, 29 de março de 2010

Vistas of Death I

"Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!"

Álvares de Azevedo


The clock melts on the wall

And in the room no more sound

But a strange frequency of silence

As if a crowd of ultrasonic bats

Went mute but still cried.

All the windows would close

And the world would be alien,

And maybe the night would

Become day, but not for me.

Engulfed by endless abstraction

The whole reality would bow

And maybe a sigh of adieu

If I were to die right now.


Would I have time to sense

The vanishing of all that’s real,

Or would it be fast and lethal

Like a thunder, and my silent pain

Would become the scream of nature?

Maybe I would close my eyes

As if to hide my own weakness

Or stare vaguely into the void

Until a strange hand shut them.

Drowned in meaningless woe

I would share a tear of atonement

And imagine my mother crying

If I were to die in this moment.


Maybe a line or whole poem

Would float in the air, maybe Hamlet,

Too sleep and to dream, O how death

Comes so awfully quick and rips

All meaning in its hidden essence.

A moment of ultimate light

Before the vacuum of space

Maybe a scream of dissolving,

Maybe a cry of annulling.

Or maybe a joy of resting

Spiritual fulfilling decay,

To rest, O rest everlasting

From the pains of dying each day.

terça-feira, 16 de março de 2010

Sexta feira

Era uma sexta feira longa, cansada, e a semana ainda não acabara.

Um menino e uma menina sentam-se no café de sempre, com o garçom de sempre, fazem os pedidos de sempre. E como sempre acham que é único.

Hoje, porém, tiveram uma surpresa: no outro canto, não querendo aparecer, sentava uma menina lendo. Ela já os tinha notado, e aquela leitura forçosamente compenetrada dava a entender que não queria saber dos dois.

"Meu livro", lembrou-se de repente a menina, e levantou-se para resgatá-lo.

Cumprimentou-a, e aproveitou-se da quebra do gelo para sentar-se à mesa.

Conversaram bastante, com pausa apenas quando a menina voltou à própria mesa para comer.

"Vai demorar ainda?", "Não sei... Sabe como eu sou, não consigo só pedir o livro e ir embora.", "É, eu sei... Bom, não demore."

E foi para a outra mesa, onde agora eram quatro meninas sentadas. As quatro se ignorando, ou pelo menos é o que parecia. As duas que chegaram para acompanhar a outra menina nem se falavam, dava para ver que só estavam ali por ela, e agora ela tivera de dar atenção àquela menina, provavelmente quem ela menos gostaria de ter encontrado.

Apesar de tudo, a conversa fluiu. Conversaram muito até, em uma grande troca de falsidades, uma cúmplice da outra, ambas culpadas, quem sabe mais, quem sabe menos.

A menina voltou para a mesa, precisava de um tempo para se recuperar. Os dois começaram a discutir trivialidades, e era quando justamente pesavam em ir embora que a outra menina veio até eles e, secamente, disse que não estava com o livro dela.

Foi embora mal se despedindo, o sobre-tudo vermelho fingindo um ar de superioridade duvidável, e também os dois se foram, com o encontro já esquecido.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Monday


Ludovico Einaudi - Monday


Monday air, cloudy air
In white misty mood
The factories’ smoke rises.
Time is straight
Time is strayed
Hours delayed, thoughts conveyed,
White misty mood,
Grey straying smoke.

Monday, memories of dreams,
Mindless steps reaching to
A blank mirage.
Sleepy, unwilling,
Anonymously feeling.
Sights fly aloft the clouds, grey, soft.
The eyes cannot see
The mind ignores.
White misty mood
Grey straying clouds.

Monday, silent poetry,
Beauties, colors, unseen
Shining opacity.
Unreachable to time
All-mystified in dreams
Dull, forgotten, nude
Grey straying mood.
Memories, visions, emblems
Oblivion, fog, where we lose them.
Monday, white misty mood,
Mondays, grey straying life.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

The softest sensations sail
Spreading incense through de air,
And this aroma all leafs exhale
Bear visions of thy golden hair.

Oh how neat thy snow-white skin
Absorbs the colors of the winter.
And in thine eyes, though far they seem,
All tones of blue gather and glitter.

Kindled by the dying sun
Thou knewest not that there I stood,
Cover’d behind the shrubs of plum
I stared thy courteous maidenhood.

And every time I think of thee
My mind does fare as much it may,
But if I consider a courtesy
My body halts, my thoughts say nay.

And thus I lay tangled in woe,
Too shy to escort my gentle belle
I weep my tears and dry my soul:
Too deep a grief, too deep to tell.

Alas, how terrible a state,
I’ll never step thy beauty dome!
Shall reconcile with my fate
To dream of love, but wake alone.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ai futuristi: Il futuro

HERE COMES OUR LEADER!

HAIL! HAIL! HAIL!

VRUSH VRUSH VRUSH


We’re piling the bodies,

We’re cleaning the world.


HERE COMES THE PANZERWAGEN!

TROC TROC TROC

VRUSH VRUSH VRUSH


We’re crushing the bodies,

We’re cleaning the world.


HERE COMES THE ATOMIC BOMB!

BOOM BOOM BOOM


--------------------VVRRUUSSHH------------------

------------------------------------------------

--------------------------------------

We’ve wip'd out the bodies,

And this world

Is now

-----

---

-

-




Clean

sábado, 6 de fevereiro de 2010

PERPETUUM MOBILE


Juvenilia. Ecoadas das Cigarettas. A juna Filla àuscultar Jazzes hispanizatos.

- Qu’é que tu vens de mim, Padre?

Juvenilia lui demanda. Sus Óquios quiusos e oscuros d’um’Infantina pérfida lhe manjam tù la Forme. Ella seraì vulnerábel. Avecom sus Misdemenuras de quim rolda un’Afectatiõ d’autras Âges, Gesturas pleinas de seus Messieurs-Dames.

- Qu’é que tu saves, m’Infanta?

- Non lo sei, mon Padre. C’é tù confù pur me.

- De que tu parlas, mi Pequenha?

Ella sente uns Frissonamentos lhe correrem pelas Jambas alvinas. Y há um Tremor que l’atraversa tut’inteira, que la percourre pelas Épolas àtingir sus Dedos que tremeluzem. Sente-se ella defalhir, tombar a evanuir, sen Adornos aos quais clingar seu Cuerps decuvèr.

- Pater mio, il y há qualque Chosa que non puedo graspar bienamente em tù celà. Cerco pr’uma Fluida mater, um Totencompassamento das Chosas. É-se que puedes-t m’aydar?

- Dire mia, que puedo-j? Soy Tutor a ti, maì Atributiones mignas são totas de montrar-t teus Alluros.

- Ma Seignore, non retengo-j Tenura qualconqua sur las Chosas del Mondo. Tù m’evanesce, tù m’echappa das Mãnos.

Él agora regard’as Jambas lungas de Juvenilia em seu Stupor. Ellas mantênem um Rhithm legero, ligeiro, que s’étende em Rábia madescente jusqu’aos seus Lèvros. Él deduce qu’ella é tuta Char, Fleischa.

- Chera, és domada. N’aguarda qu’à Damnaçõ. Jo que t’atend’en totas tuas Prièras clementas.

Ella descend’as Escalieras allungadas, enroscando pêle-mêle suas jupas nos Balaústres de Marble, Ivoar e Velùr. Sangre bombinante a gushar de ses Pechos desencarnatos. Garda no Collar um’Ardência fiéria. Se precipita tut’inteira par os Porches très altivos, derriband’en Fallida par’la Nège que l’atenta afora. Éclat’a Tempêste blanca que lui fa Paura grave. Vênem Desiros ernestos de Flita, d’Escapo.

Dè qu’um rentra dan la Zone, il n’y há que des Umbras d’um Mondo sins Soleil. Soledade. Las Lumièras lhe slasham las Joues. Enrugescem suas Fituras que conformam sa Complexiõ. Juvenilia se losteia par Culs-de-sac que demonstram los Cheminos que aparetrem avante. Tù-t-é Confusiõ e Fleischa fur s’Esprito juno. Common devria-t-ella graspear questos Phenômenons infatomábeis? Ella exhibe ses Brestos fúlgidos commo Anserida seula e corporeosa a questas Angoishes que lhe hauntam. Son Cuerps è hecho thorolemente de Muscles tesos e rigidosos que flauntam Virtù infinì que sola la Sanitad propra puode ostentar. Commo Résponsa àquilo tù que lui assola suas Grivanças mondãs, Juvenilia rolda sus Qualitads irreplaçábeis d’êstre onlamente inachavada, extemporaneosa.

- De suir bellemente - ella dì - tellamente francha e candida, de suir cesto que soi jo, c’é sufisante pur declarar que jo soi mymêsme, individuella, Nomenclatura uniqua ma vuelátil. Hai qualq’um capábel de me dechiphrar em minha úter Ubiquitad? Hai qualqu’uno chi mi dechira las Fleischas, las Chars hallucinatas de jun’Infanta?

Son Seignor la regarda fitamente, Observatiões d’uno que l’accompagna depuois Periods lungos. É hárduu dicere qu’él mantiene uma Demenura deçù, poisque ses Óquios són factamente blandos e sinexpressionatos. Nadie, nada, persona lui distingua qual Sort de Abattemento covre son Crâno. Hai sumachosa de comprehensiblo n’aquilo que nostras Fâncias divisam? Il n’y há ningun’Idéa qu’arriva aoux dois Individuus sur l’Essença de sons Surrondimentos. Apròs gazar Silyuettas pleinas de Junezze, il fò ateindgrir un Trèholdo, um seuílio de Conciônezze sur ono’s Ojeto d’Análysì. Quellas són las Òvras fatas de cestas Generatiões uniquas e interminábeis?

Suarmas de grand’Afflictiões se revuelvem aoutourno de Juvenilia. Ella prendre un Sete de Carts. Indulgindo em Remembrâncias vetustas, que traversam sus propras Cognitiões, ella rappela Nuites de Fumes, de Mistas brumosas, Bruillardas que lhe covrem tod’o Temperamento.

- Quel è thin’Enjeu? – lui demanda son Maîstre que la stara de certena Distancea.

Ella lui fa peu d’Attentiõ, encravada on sus Devisamentos d’aquellos Tiemps oscuri e nimbosi, quand Vox de Cigarettas ecoavam sovre sus Deslizamentos de Maladias personales. Apanha dans l’Aire Beautesas que lhe éschapavam toujours, ma no las apprehende veramente. Són Musicalidades meltand sur suas Temples, donand-lhe Têstedouleuras, cancrand sua Mentalitad tù pervasiva, tù misguidante sovre los Champs qu’ignora.

- Ouïamos la Músique d l’Eáucqua. – Juvenilia prya suppliante. – Cueille-me Smokas ripas fur adornar-me as Guirlandas de meus Whimos, de mes Velleità. Branchos sèches, Bones dessechados, ils tùs rempliam minha Skulla nacarada, couchand doulcemente sor la Surfacie véquia qu’heirdei des Generatiões previosas, lasquellas m’hão jetada aoux mes Giorni. Minha Giornata d’ayer è la misma d’hoy, blurradas soub as Curlas de ma Chevelura copiousa.

Ona Perturbatiõ, ona Falta-de-Repos embraça sus Chagrinas, claimand por Larmas expurgadas. Elle se sent commo desencorpada, excorporeosa. As Fumas que la surroundam són Vagues de Perceptiõ que lui atteindrem commo étrangeros Spectaclos. Sensos de Nõ-Pertencença, de Lançamento exterior. Juvenilia se desregla em meio a uma Foule de Pensatas. Sus Pensieri són lasquelles d’algun’autro; sus Pensieri, comprimidos in um Spaço de deux Doigts, són Réflexiões executadas au-dehors d’elle-mêsme. Elle è commo totabsortiva, nunc e por tosdías. Leiada sur sus Âlmes voladas, Juvenilia pussa aquellos Crys d’Enfantina, falseand una Presence que nõ tien. Són Falsettos qu’éschapam de sua Gorja blancha, criand ses Palais-de-Verre insustenabiles dans la Finezze del Aire. Più qu’ell’entraîna sus Aspiratiões de Libertà e Grâzia, più Juvenilia s’engulfa dens les Erreurs que non sõ suyos. Lo que más ell’essaya de pratiquar ès su Qualitad de juven Maide. Desarrolla-se em Fábriquas qu’encapsulent suas Líneas, emportent sor ses Formes certos Diseños arabesquos, qualquas Couleures plutôt pictóriquas. És um Ventre que nõ conceive seus Fruits dûs, árida Glace de fines Demesnes.

Elle, Individuu rasé, Char intrespassable, Juvenilia. Les Événementos ocurren tùs sor um Plan de Éloignemento, de Non-Interactiõ.

Quoi fare? Ella commo no se appartient, commo no s’expand en si-mêsme. Compressa-se em Autoêstre, indéfinie a tù que la envuelve. Soy commo jetada a des autres Spazi, a des autres Domainos au-dehors de minha Portada. Et si jo no belongo mismo à mi propro Tiemps, à l’Époqua qu’è à mi sola, que podrei jo denstro de ma Cage d’Horloges-de-Sable, enjailada bajo les Barreaux de Rêvos insustenuti? Rêvos che nõ sõ à moi, Rêvos che m’envahem con Rágia feroce et Ímpetus sinmercicordioso.

- Et si tu nõ appartiens mismo à tut’una Generatiõ? Lui inquira son Maîstre, son Paterfigur. Ès possible che nõ exista più, che sea Sueño de sus própres Projectiões, Nuage infindável de Concrétude dechirata.

- Alas! Hélas! Quelle Misère... Jo que tù manjo, tù devouro, jo que soy Fleischa una e Matière tangíbel! Jetada au Esfalecimento, lançata aux Bruits de Foames inconcrètes! Quelle Horreur!

- C’est l’Heure. Il faut que tu dormes.

És sola Olvido, seule Oubli, ganz Oblivion.

Modernistic Dance

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

"We idly cast away our speech"

A simple sonnet on a simple matter.


We idly cast away our speech

As if it was all made of dust,

When all the quiet hearts beseech

Is nothing more than will and lust.


But we know our hearts beguile,

So we don’t hear its fainting voice.

We try to make each other smile

And play along, we have no choice.


And lo! How eloquent you stand,

You are a master in this game

No matter how your spirit thrills.


But my pawns tremble in my hand

For you knew not my poet’s fame

Who weeps all night his lack of skills.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

26 de janeiro de 2010. #35

(Infinito)
‘Porque mesmo que o nosso tempo não seja infinito, eu gostaria que as minhas lembranças de você fossem – infinitamente reais, infinitamente presentes. Assim, quando eu sentisse saudade, e eu vou sentir, bastaria pensar um pouco em você pra lembrar – e quem sabe até viver de novo – as palavras, as surpresas e os abraços... E me encontrar, assim, mais longe da solidão. E mais perto de você. ’
Lembra disso? É, provavelmente não... Você me deu um livro, uma vez. Dentro do livro, você escreveu isso, num papel, com base no dia anterior:
-Interessante você ter desenhado um ‘infinito’ no meu braço... Sabe, o infinito me lembra você.
E eu perguntei por que. E você não respondeu – não na hora, ao menos. Surpreendeu-me com o presente no dia seguinte. Esses eram os tempos em que você me ensinou a acreditar em você. A acreditar em nós. Mas isso já faz, o que, um mês?

Hoje eu acordei e me deparei com uma nova mensagem sua, dessa vez, no meu celular:
‘Terminamos aqui, então. Obrigado por tudo. ’
Porra, que merda é essa?! E pensar que eu estava começando a me doar por um relacionamento fadado ao fim, de cara. Tá, você alega que nós estávamos muito distanciados e todo aquele blábláblá típico do fim. Talvez nós até estivéssemos, mas isso é motivo pra terminar um relacionamento assim, do nada? Sem mais nem menos? Você esqueceu que quem insistiu pra que eu – que já teria terminado há eras – me esforçasse foi você. Você me fez acreditar que ‘nós’ poderíamos funcionar. Você me decepcionou quando desistiu antes de tentar...
Eu nem consigo sentir raiva de você. Um pedaço meu sempre será seu, é assim com todos os relacionamentos: algo vai continuar nos ligando, não importa o que aconteça. Eu me sinto mal comigo mesma, por não ter visto isso vindo. Odeio-me por me dar o luxo de acreditar que não me feriria novamente com quem quer que fosse. Acho terrível a maneira com que você me iludiu.
Mas, tudo bem, eu sobrevivo. Como você disse, eu devo estar exagerando. Mas aprenda: não se faz isso com as pessoas. É cruel, pra dizer o mínimo. Não machuque mais garotas como fez comigo. E não se machuque com elas também, odiaria te ver sofrendo.
Alimentar relacionamentos sem futuro e não dar sinais do fim. Criar expectativas que você sabe que não poderiam ser alcançadas. Mentir. Não faça mais isso. Não sofra por isso. Você é mais do que imagina.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Sonnet "That is not Love"

That is not love what the lover feels,

For in this love the heart does not rejoice,

Thus subdued, from the lover’s heart the will

Shall name it Love by having not a choice.


Is not a lover he whom sighs in woe,

For that is woe, and not love, which sighs,

For lovers sigh in Love, and not inside their soul

Is there a woe, but only joy goes by.


That is not life, from the widow’s grief

The ultimate source that makes her sit and cry,

For though in life she sought her grief’s relief

Life cannot be there where the grief is nigh.


But it is death, alas! All that can be,

What the lovers fear, what their hearts foresee.