quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

26 de janeiro de 2010. #35

(Infinito)
‘Porque mesmo que o nosso tempo não seja infinito, eu gostaria que as minhas lembranças de você fossem – infinitamente reais, infinitamente presentes. Assim, quando eu sentisse saudade, e eu vou sentir, bastaria pensar um pouco em você pra lembrar – e quem sabe até viver de novo – as palavras, as surpresas e os abraços... E me encontrar, assim, mais longe da solidão. E mais perto de você. ’
Lembra disso? É, provavelmente não... Você me deu um livro, uma vez. Dentro do livro, você escreveu isso, num papel, com base no dia anterior:
-Interessante você ter desenhado um ‘infinito’ no meu braço... Sabe, o infinito me lembra você.
E eu perguntei por que. E você não respondeu – não na hora, ao menos. Surpreendeu-me com o presente no dia seguinte. Esses eram os tempos em que você me ensinou a acreditar em você. A acreditar em nós. Mas isso já faz, o que, um mês?

Hoje eu acordei e me deparei com uma nova mensagem sua, dessa vez, no meu celular:
‘Terminamos aqui, então. Obrigado por tudo. ’
Porra, que merda é essa?! E pensar que eu estava começando a me doar por um relacionamento fadado ao fim, de cara. Tá, você alega que nós estávamos muito distanciados e todo aquele blábláblá típico do fim. Talvez nós até estivéssemos, mas isso é motivo pra terminar um relacionamento assim, do nada? Sem mais nem menos? Você esqueceu que quem insistiu pra que eu – que já teria terminado há eras – me esforçasse foi você. Você me fez acreditar que ‘nós’ poderíamos funcionar. Você me decepcionou quando desistiu antes de tentar...
Eu nem consigo sentir raiva de você. Um pedaço meu sempre será seu, é assim com todos os relacionamentos: algo vai continuar nos ligando, não importa o que aconteça. Eu me sinto mal comigo mesma, por não ter visto isso vindo. Odeio-me por me dar o luxo de acreditar que não me feriria novamente com quem quer que fosse. Acho terrível a maneira com que você me iludiu.
Mas, tudo bem, eu sobrevivo. Como você disse, eu devo estar exagerando. Mas aprenda: não se faz isso com as pessoas. É cruel, pra dizer o mínimo. Não machuque mais garotas como fez comigo. E não se machuque com elas também, odiaria te ver sofrendo.
Alimentar relacionamentos sem futuro e não dar sinais do fim. Criar expectativas que você sabe que não poderiam ser alcançadas. Mentir. Não faça mais isso. Não sofra por isso. Você é mais do que imagina.

3 comentários:

  1. esse é de uma série antiga, que seria como se fossem os cadernos de uma garota. essa seria uma das anotações dela. se está confuso, acredite, é pra ser assim mesmo. é como se fosse algo descompromissado. talvez eu volte a postar coisas aqui.
    apesar de a série ser antiga, esse é novo.

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  2. A primeira parte ficou muito boa, a segunda eu achei desinteressante.
    Mas obrigado por postar, estava me sentindo solitário nesse blog uashshsauasuhass

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  3. hahaha
    é, você andava meio sozinho e nesse meu ócio todo, sem nada pra fazer, fiquei com vontade de postar. hahaha
    acabei nem relendo o texto, mas agora que você falou, fui reler e tá desinteressante mesmo. quem sabe no próximo (:
    obrigada por notar!

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