quarta-feira, 13 de abril de 2011

Knut Hamsun













A fome que devora o artista
Não o mata nem o fortalece,
E o manjar do qual ele carece
Não a desfaz nem a ameniza.
É constante, por fim, infinita,
Não se esvai de pão em pão,
E a caneta que ele tem à mão
Escreve em sonhos quando falta tinta.
E refletem em sua mesa vazia
Uma vela e sua estética sombria
E a esperança de cada amanhecer.
Tu, que da fome tiraste alimento,
Quantas noites e manhãs de sofrimento
Para que pudesses, então, morrer?

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