Nos ditirambos musicais de minha folia
Lia obscuros aforismos na demência
De quem tomba nos pilares da filologia
Que erguem e fundamentam a eloqüência.
Numerava as palavras de um verso
E pranteava a decadência intelectual
Que volteia nas cismas do universo
E embebeda toda a história da moral.
Em minha mente a voz de Nietzsche canta,
E repetia a mim mesmo, como um mantra,
Tal elevação que só Heidegger alcançou:
Nos movimentos circulares de todo ente
Quero vir a ser, eternamente,
O devir aristocrático que hoje sou.
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