O Começo do fim do dia (dedicado ao taxista)
Quarta-feira. É um dia que demora a terminar. Abstendo-me de contar-vos os pormenores que permeiam o meu dia, vou direto ao começo do fim deste. Às nove horas da noite entro num táxi e digo automaticamente: “Para a Serra, por favor”. Qual não é a minha surpresa ao ouvir “só levo para o Venda Nova”. Brincadeirinhas à parte, o taxista guia para o endereço correto. No meio do caminho, em mais uma brincadeirinha, tenho a oportunidade única de ouvir uma narração à moda futebolística de um enterro, que terminava mais ou menos assim: “Enterrooooou, e ele voltou pra casa R$5.000 mais pobre”.
Na ânsia de descer do veículo, paro um quarteirão antes, na padaria. Compro um cigarro picado e uma cerveja long neck. Efetuada a transação sento-me numa bancada entre a padaria e a farmácia. Por algum tempo observei o ônibus que passava, a mulher que esperava no carro enquanto a amiga buscava duas latas de cerveja e os velinhos que saíam do estabelecimento rumo ao lar. Esse momento durou aproximadamente um cigarro fumado a tragadas profundas. Ao fim, minha mochila já não pesa um dia inteiro.
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O fim do dia (dedicado ao porteiro)
velhinhos; como se eu pudesse terminar meu dia (esse segundo não fica claro se você deixar como está aí)
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