quarta-feira, 3 de junho de 2009

A lição das algas

Algas são seres interessantes e podem nos ensinar muitas coisas. Antes de mais nada, apresentam ciclos reprodutivos sexuados e assexuados. Se assim fossemos, delegaríamos a descendência da espécie às mitoses e o sexo seria só prazer!

Algas fazem fotossíntese. Quem dera! Sentaríamos ao sol num momento de restauração, lendo um jornal tão celulótico quanto nossas peles. Em nossa condição de aprendizes das algas não ostentaríamos flores e nossos frutos não apodreceriam no chão. Teríamos a beleza rústica de uma alface-do-mar ou a insignificância tão significantes de uma rodófita ainda que, aos despercebidos, seríamos plantas.

E para que pernas se boiamos nas ondas ao gosto das correntes? E para que células múltiplas se em nossa multiplicidade somos tão iguais e tão isolados? Enfim, invejo as algas com seus tons verdes, marrons e amarelos. Invejo-as e quero vivê-las, encorporá-las.

Pintar-me-ei de verde (ou marrom, ou amarelo).

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