A noite se contorce em um fulcro imaterial,
Condensa-se em si mesma, então se liquefaz,
E nos túmulos pétreos de silêncio sepulcral
Ponderava na etérea abstração que lua traz.
Ciprestes contorcidos de necrófilas raízes
Sussurravam suas mágoas no vento a zunir,
E as covas ali cavadas, na natureza, cicatrizes
Me lembravam de minh’última agonia a porvir.
E nas copas esquálidas acordavam as corujas
E os arbustos mortos com suas folhas sujas
Formavam uma natura decrépita e tísica.
Perdia-me no inexistente, impossível e paradoxal,
Reduzia-me ao absurdo da arché imemorial
E tragava com demência o saber da metafísica.
terça-feira, 16 de junho de 2009
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Linda escolha de palavras, Gui.
ResponderExcluirApesar de tudo, prefiro a primeira.
Como vai com o conto?
Valeu velho, que bom que você gostou da outra também.
ResponderExcluirQuando ao conto ta meio paradão, cheguei na quarta página e fiquei bloqueado, vou ver se acabo depois. Estou com um na cebça agora, um curto, em inglês, vou ver se sai.